Encontros em coletivo que impulsionam o exercício criativo são sempre ótimos!
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025
St. Vincent e desenhos em coletivo
Encontros em coletivo que impulsionam o exercício criativo são sempre ótimos!
sábado, 15 de fevereiro de 2025
Tiro Livre - ...e comes e bebes e ris...
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025
Começo, meio e começo
"Começo, meio e começo" é o provável nome do meu próximo trabalho. Um ensaio colagem que coloca em contato o quadrinhista Moebius e a artista Lygia Clark.
A princípio estruturado como
colagem de diferentes textos, fragmentos de escritos de Lygia Clark e de
quadrinhos de Moebius, a produção de Começo, meio e começo não se utilizou do
objeto direto. Começando pela imagem, onde se evidencia esse fato, eu não
recortei, manual ou digitalmente as HQs do autor francês. Ao contrário,
desenhei (ou redesenhei) todas as imagens que eu queria usar. Primeiramente por
um motivo simples: prazer.
É extremamente prazeroso desenhar
as hachuras curtas de Moebius. Como suas formas se encaixam uma na outra, como
as formas são fluidas, mas nunca expansivas demais. Via de regra, bastante
seguras e contidas. Na prática dessa linha, fiquei pensando nas recorrentes
descrições da pintura de Cezanne, artista que “colocava” cada pincelada em seu
lugar, com uma calma e exatidão que montava seu quebra-cabeça pré-cubista de
maneira hipnotizante. Assim é que eu me sentia, colocando a linha no papel,
quase mais do que riscando o papel – que é como tende a ser meu desenho.
Ao mesmo tempo, o exercício
também foi exaustivo. Sem querer copiar rigorosamente, eu não medi, pouco usei
lápis para esboçar – na metade do caminho consegui reunir a coragem de eliminar
completamente o lápis e a borracha do processo, trabalhando diretamente com a
pena – e não voltei atrás quando era perceptível diferenças de posições ou
proporções. Mas, sem querer copiar nesse sentido, eu buscava emular essa forma
de fazer, a gestualidade, o tempo que o resultado final podia entregar sobre o
processo de Moebius, procurei trazer para a minha mão, a grafia apresentada
pelo desenho original. Essa mudança gritante na forma de fazer tornou a ação
rica, mas cansativa, pensada a cada passo, muito intuitiva, mas pouco natural
para o meu corpo. Por vezes me censurei ao perceber que estava alongando as
linhas e já não via ali a marca da linha moebiana que eu queria absorver.
Quando penso na formatividade de
Pareyson, que afirma o fazer como parte essencial da marca do artista na obra,
compreendo também a riqueza de redesenhar, criar esse novo Moebius feito do meu
corpo, da minha anatomia e minha coordenação. Onde esse Moebius-eu chegaria?
Isso tem ligação com o ato de
fazer, incluindo também as escolhas. Desde o início eu estava em um diálogo
Moebius/Clark, isso partiu de uma brincadeira à toa que me prendeu: o
quadrinhista tem o nome da fita da obra da artista. A fita também é geradora do
conceito da obra. Como o quadrinhista poderia carregar o conceito da obra?
Talvez com a obra do quadrinhista sendo colocada em diálogo com a conceituação
da artista? Sem saber onde isso me levaria, comecei a ensaiar.
sábado, 9 de maio de 2020
"E daí?" - jair de brasília e a investida da necropolítica no Brasil
terça-feira, 10 de março de 2020
HQs & publicações - álbuns, livros, zines, edições especiais
terça-feira, 5 de março de 2019
Tiro Livre - Princípio Poético
Tiro Livre - Peso
sábado, 5 de janeiro de 2019
CORTINA (HQ)
ova HQ curta, de 3 páginas.
O Brasil se ultrapassa em absurdos e o Bolsonaro é, já tem 4 dias, o presidente do país. Ele e seus ministros vem fazendo o que esperávamos: confundindo, indignando e destruindo.
A confusão é grande, o cinismo está na frente e isso deixa tudo turvo. A cada dia aparecem novas notícias que são desmentidas na sequência, a cada dia aparecem novos absurdos que desviam o foco do que realmente importa.
São questões sérias sobre liberdade individual lançadas como comemoração de um grupo do jardim de infância que encobrem violência, preconceito e descaso.
Nessa já foi o trabalhador, a cultura, a escola, a comunidade lgbt, o salário mínimo, todos em caminhos não debatidos, todos ameaçados ou violentados.
Mas há brechas.
.
A história em quadrinhos como ferramenta de contestação política é já uma velha conhecida - felizmente ainda muito fresca!
Aqui a tentativa foi de mesclar as formas que venho trabalhando, de flertes com a abstração e quebras com a linearidade narrativa, para trabalhar um quadrinho-poético-político.
Fico feliz em ver que o cenário brasileiro de hoje está diverso o bastante para que esses tempos não passem em vão, para que os quadrinhos não fiquem alienados da realidade. Ao mesmo tempo, exatamente pela diversidade, a linguagem também não está presa à realidade. Temas e gêneros como sexualidade, feminismo, política, fantasia, humor, horror, liberdade, sonhos, tudo se mescla e tem espaço na produção nacional. E assim é que garantimos, com uma pequena contribuição, que as brechas continuem abertas e se expandindo.
Abraços!








































