sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Reverso no Festival Gemada

No dia 23 de novembro aconteceu o III Festival Gemada de Artes Integradas, do coletivo Gema Genérica.
Durante o evento, entre oficinas, apresentações musicais e exposições, participei com o lançamento das edições do selo Reverso: Camiño di Rato #7 e meio e  Misterorror: Holofote, além de ter tocado com uma das minhas bandas, Grito (vídeo do show disponível aqui)
Ótimo momento pra trocar ideias e conhecer mais pessoas fãs da nona arte na nossa pequena cidade de Barretos.

abraços!

FIQ 2013



O FIQ é um belíssimo momento para conhecer novos materiais e artistas, assim como para divulgar seus novos trabalhos.
Muitos autores hiper-qualificados, muita discussão bacana. Foi assim esse ano também!
O FIQ 2013 marcou o início no nosso trabalho com o selo Reverso, que logo será melhor apresentado e que levou para o evento a edição 7 e meio da revista de quadrinhos poético-filosóficos Camiño di Rato e a edição Misterorror: Holofote.
Fiquei muito feliz por ver que muitos autores estão produzindo quadrinhos experimentais, filosóficos, abstratos, enfim, todo o tipo de produção que agrega aos temas já mais visitados nos quadrinhos alternativos.



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Tiro Livre - Jesus


Exercício de improviso. Acho que ao compor uma HQ não-figurativa ou pelo menos sem narrativa lógica, a atenção se fecha na espacialidade, nas tensões visuais criadas.
Esse caminho ainda não é amplamente difundido no Brasil, mas tem vários dos alternativos que já frertam com essa maneira de construir um quadrinho. Que bom!

Tiro Livre - Plano em Repouso, Plano em Tensão


A verdade é que aqui são apenas linhas em repouso ou tensão, mas não podemos deixar de lado o caráter referencial do desenho. Esse é um aspecto bem bacana da arte nacional, porque não levar essa tensão pros quadrinhos!?


domingo, 8 de setembro de 2013

Tiro Livre - Caçada


Novo Tiro Livre. Sofremos de realidade e a caçada é constantemente encontrada.
Para fazer essa página de perseguição e salvação, um "Qzinho" de Art Nouveau e horror inspirado em Beardsley e Harry Clarke - sem a genialidade e a liberdade das formas que esse carregam, claro.
Espero que gostem.
Abraços!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Tiro Livre - Dinossauro


E hoje, passagem de 02 para 03/09/2013, finalmente consigo pegar a caneta e colocar um quadrinho na página. Apesar de ter bastante preto, achei mais limpo e espaçado do que meu comum.
É, claro, uma homenagem ao microconto mais conhecido: "O dinossauro", de Augusto Monterroso:

Quando acordou o dinossauro ainda estava lá

Abraços!

Rabiscos Mickey Morto


Dia 02/09/03, consegui lançar tinta de verdade no papel - o nanquim, claro.
É muito bom voltar a desenhar.
Estávamos brincando e pensando em nomes... a dona Vizette lançou o Mickey Morto.
Está aí a misturança de Ratos com Horror.

Esboço para um Paulo Maluco


Depois de praticamente quatro meses sem ir além de alguns rabiscos em cadernos de anotação, finalmente, no dia 01/09/2013, sentei pra relembrar o que é desenhar.
Nada melhor do que começar pelo meu personagem favorito e raro: Paulo Maluco.
Ficou um pouco mais elegante do que suas outras (todas as 3) aparições.

Ainda não tinha sobrado tempo pra preparar materiais, então mandei ver com a mesa digitalizadora mesmo.
Acho que ficou interessante.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Release - "Preto no Preto, Branco no Branco"





No início do mês passado Alexandre Linck no Quadrinhos na Sarjeta publicou um texto muito bacana com a sua leitura da edição "Preto no preto, branco no branco".
Sua leitura partiu do incômodo sobre a questão dos gêneros e sua necessidade, culminando na leitura em si, uma leitura muito instigante aliás!
No fim ele ainda lançou um desenho que fez inspirado na HQ, o que me deixa muito feliz!
Segue o fragmento diretamente ligado à minha HQ, mas o legal mesmo é ler o texto todo, diponível aqui: QUADRINHOS NA SARJETA

"Por tudo isso, desvinculado agora, atenho-me em “Misterorror” pela leitura sincera e despretensiosa. O que mais se destaca no trabalho de Guilherme é o domínio de composição. Todas as páginas são bem equilibradas, compostas de forma interessante e segura, algo que ironicamente mais alude ao clássico do que necessariamente ao vanguardismo. Difícil é falar de enredo, já que a HQ claramente não insiste nessa direção, porém fica evidente a narrativa de desencanto moderno, diria até teológico, com o mundo. Do paraíso vamos ao industrial, dos tons de cinza ao traço rasgado no papel, do figurativo ao abstrato.


As evocações textuais remetem a um erotismo desiludido, um contato fracassado entre os outros e consigo mesmo. Não por acaso o gibi apela o tempo todo para o sensório e pouco para o lógico – como o homem de olhos, boca e ouvidos obstruídos. Contudo resta uma vontade de ordem, algum suplício igual ao do sujeito que vemos ser torturado: isso aparece na simetria constante ao longo da HQ. Obsessiva, tende a ordenar e aprisionar o ponto de visão.


Nossa apresentadora da viagem trata-se de uma caolha com um buraco no meio da cabeça que exala algo semelhante a sangue. Cubos esburacados, escorridos e muita alusão a Gustav Klimt, até mesmo pela provocação simbolista que muitas HQs como esta aderem. Klimt não aparece pela composição simétrica, mas dá as caras no fragmentário, na hiper-informação repetitiva. Se isso do ponto de vista informacional é cansativo, tem seu barato visual – no entanto confesso que gosto mais desse choque, dessa provocação estética em contato com o narrativo mais estruturado (Melinda Gebbie, só pra citar alguém).

Devo dizer que o trecho que mais me agrada seria aquele considerado o mais nonsense: os muitos traços, assumidamente traços, ora firmes, ora esboçando movimentos a cada quadro. Vi-me olhando para a página final, aquela gota, ou o que parece uma gota de sangue do sujeito torturado. Pensei no efeito de uma gota de sangue sobre as linhas da pele, algo relativamente simples para a técnica fotográfica, mas difícil de ser traduzido em desenho, o que aconteceu metaforicamente para mim. 

No mais, tendo em vista os quadrinhos não como um meio de comunicação, mas como um acontecimento tão impreciso e cheio de afecções quanto a palavra escrita, eis uma franca e desajeitada resposta que "Misterorror" me impulsionou a fazer:"



Camiño di Rato

Está a caminho a próxima edição da revista Camiño di Rato.
Pelo que mostra a foto abaixo ela está ficando lindona e, com certeza, terá um "set list" magnífico, como se viu em todas as edições anteriores!


Abraços!